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Bancos bancam a destruição do planeta

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou um alerta de que há

probabilidade de 80% de que a temperatura média global anual ultrapasse 1,5 °C

acima dos níveis pré-industriais. Isso significa que o Acordo de Paris, tratado em que os países concordaram em buscar esforços para limitar em 1,5 °C até o final deste século, já está comprometido.


As consequências disso são as mais frequentes tragédias climáticas quem vem acontecendo em todo o mundo. Um exemplo disso é o que está ocorrendo no Rio Grande do Sul, estado que ainda vive as consequências da catástrofe ocorrida em maio.


Quem mais sofre com esses eventos extremos é a classe trabalhadora e os mais pobres. Por isso, a preservação do meio ambiente deve estar como prioridade na atuação dos movimentos sociais organizados. É preciso construir políticas voltadas para a prevenção antes que o planeta se torne inabitável para a vida humana.


A categoria bancária, que acabou de aprovar suas reivindicações para a

campanha salarial, já está compreendendo a necessidade de priorizar esta pauta, pois a minuta nacional de reivindicações deverá constar pontos relacionados a este tema. Além de tratar de questões que visam garantir direitos mínimos, a

categoria, quando afetada por essas tragédias, deverá também solicitar aos

bancos que sejam mais criteriosos nas suas políticas de concessão de créditos.


Os bancos não podem continuar financiando atividades econômicas que devastem a natureza. É preciso que as instituições financeiras tenham responsabilidade e exijam dos tomadores de crédito que as suas atividades econômicas não agridam o meio ambiente.


Mas também é parte desta luta a conscientização do conjunto dos trabalhadores de que as opções políticas tomadas, principalmente nos processos eleitorais, também têm graves consequências sobre este tema. Este ano, teremos eleições municipais que elegerão prefeitos e vereadores. Portanto, se quisermos fazer parte desta luta, precisamos escolher candidatos comprometidos com a defesa do meio ambiente.


Sabemos que há muitos setores econômicos que destroem a natureza como forma de aumentar ainda mais seus lucros, financiando candidaturas que visam proteger os seus negócios. Um exemplo disso é a “PEC das Praias”, proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está tramitando no Senado, prevendo a autorização para a venda dos terrenos de marinha para empresas que buscam explorar estes espaços, o que seria uma grande agressão à natureza.


O Sindicato dos Trabalhadores no Ramo Financeiro de Florianópolis e Região está atento a esta pauta e se compromete a fortalecer o debate junto à categoria

reafirmando seu compromisso de luta por um planeta sustentável. Não é mais possível sustentar a lógica capitalista de produção e consumo desenfreado através da exploração das riquezas naturais. Quantas vidas mais precisam ser perdidas para que nos conscientizemos que decisões políticas e econômicas custam vidas e o futuro de todos nós?


Todas essas formas de investir nosso dinheiro, seja buscando rentabilidade, seja buscando uma segurança futura, podem ser em parte investidas em empresas do agronegócio que possuem irregularidades socioambientais, uma vez que as

análises dos bancos e investidores são falhas, e os próprios critérios das normas são insuficientes para impedir que recursos sejam investidos nessas empresas.

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